quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

‘Foi a Gleisi sair da Casa Civil que o empréstimo ao Paraná foi liberado’



O deputado Valdir Rossoni (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, a credita que a saída da senadora Gleisi Hoffmann (PT) da Casa Civil ajudou na liberação do empréstimo de R$ 817 milhões, autorizado pelo STF ao Paraná. “Acredito que tenha ajudado. Ela também teve um lapso ou falta de tempo para encaminhar os demais empréstimos do Paraná para o Senado. Não podemos aceitar uma ministra que está lá para defender o nosso Estado e desde novembro não encaminha os pedidos para o Senado aprovar”, disse Rossoni no quebra-queixo com a imprensa antes da sessão do legislativo.

Rossoni acredita que os demais empréstimos também serão liberados, pois comprova que as contas do Paraná não extrapolaram os limites determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “O certo sempre prevalece. Precisou que a Justiça se manifestasse para que o Paraná pudesse ter os seus direitos. Lamentável o que estava acontecendo por causa de questões políticas. Era o único estado brasileiro que não tinha recebido esses recursos.” 

Ainda dependem de análise da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado três empréstimos do governo estadual que totalizam R$ 325,7 milhões. Esses recursos deverão ser aplicados na área de assistência social, segurança pública e na melhoria de gestão fiscal.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Enfim, STF garante financiamento do Proinveste ao Paraná



Justiça reconhece verdade, diz Richa
“A Justiça acabou de reconhecer de que lado está a verdade. O STF concedeu a liminar que garante ao nosso Estado o direito de ter acesso ao financiamento do Proinveste. Uma grande vitória para o Paraná! A injustiça, que vinha sendo imposta por obstáculos políticos colocados pelos adeptos do quanto pior melhor, foi reparada. São R$ 817 milhões para investirmos em todas as regiões do Estado. Lembro que o Paraná era o único estado a não ter o direito de acessar esse empréstimo. Agora mãos à obra.”

Do governador Beto Richa (PSDB), no Twitter e no Facebook, ao comentar a decisão do STF, via liminar, que liberou o empréstimo de R$ 817 milhões, ao Paraná, que estavam represados na STN.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Não existe preso político em um país democrático



Não existe a figura de "preso político" nas democracias. Pode existir "político preso", como são os casos de José Dirceu, Pedro Henry, Valdemar da Costa Neto, etc.

Não sei se o ex-prefeito de Realeza Eduardo Gaievski (2005-2012) é culpado ou inocente das acusações que lhe são imputadas (crimes sexuais, assédio, estupro de menores de 14 anos...). A justiça que investigue e decida.

Mas eu sei de uma coisa: preso político o petista Eduardo Gaievski não é.

O Brasil vive uma democracia, e democracias não comportam presos políticos.

Aliás, presos políticos (pessoas detidas pelo que pensam) existe em Cuba, país atrasado e que é adorado por muitos esquerdistas fanáticos ou esquerdistas sem raciocínio.

Badger Vicari é jornalista do Jornal de Beltrão.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Heberson, eu sinto muito: Jornalista escreve ao inocente preso, violentado na cadeia e contaminado pela Aids



Heberson,

Nem sei como te dizer isso. Tateio pelas palavras certas há horas – elas me escapam. Claro que você já foi avisado e até leu no noticiário local, mas eu queria pedir desculpas. O governo do Estado do Amazonas questionou o valor da sua indenização. É, eles acham R$ 170 mil um valor muito alto pelos quase três anos em que você passou na cadeia, acusado de um estupro que não cometeu. Querem pechinchar pelo vírus HIV que infectou o seu corpo após os abusos sofridos atrás das grades. Seu sofrimento está “caro demais” para os cofres públicos. Como se algum dinheiro no mundo pudesse apagar o que você viveu.

Até hoje, como naquele dia em que te entrevistei, sinto minhas tripas se revirarem. Lembro-me de você contando que tinha 23 anos e trabalhava como ajudante de pedreiro na periferia de Manaus quando o crime aconteceu. Uma menina de nove anos, filha de vizinhos, havia sido arrastada para o quintal durante a noite e violentada. A família o acusou de tamanha brutalidade e a delegada expediu um mandado de prisão provisória para investigar o caso. Você, que não tinha antecedentes criminais. Você, que divergia completamente do retrato-falado. Você, que estava em outro lado da cidade naquele horário. Mas você é pobre, Heberson. Pobres são presas fáceis para “solucionar o caso” e atender o clamor popular. As vozes que te xingaram ainda ecoam?

“Eu morri quando me fizeram pagar pelo que não fiz”, você disse, me matando um pouco também sem saber. Em tese, por lei, você não poderia ficar mais de quatro meses aguardando julgamento na cadeia. Sua mãe, desesperada, pegou empréstimos para bancar advogados particulares. Mesmo sem comida em casa, a dor no estômago era por justiça. Não dava para contar com a escassa quantidade de defensores públicos no país (embora, depois, a doutora Ilmair Faria tenha salvo o seu destino). Enquanto ela se rebelava aqui fora, você se resignava com os constantes abusos sexuais de que era vítima. Alegar inocência sempre foi a sua única arma. De que forma lhe deram o diagnóstico de Aids?

Sabe, querido, eu gostaria de ter presenciado o parecer do juiz na audiência que demorou dois anos e sete meses para acontecer. Deve ter sido um discurso bonito. Juízes usam frases empoladas, especialmente para se desculpar em nome do Estado por um erro irreparável. Onde estava a sua cabeça no momento em que ele declarou que você estava “livre”? Porque eu me pergunto como alguém pode supor que liberta o outro de suas memórias, de suas dores, de sua desesperança, de uma doença incurável. Você continua preso. Tanto que passou anos sem conseguir emprego por causa do preconceito e perambulou pelas ruas sob o efeito de qualquer droga que anestesiasse a realidade. Livre para ser um morto-vivo.

Na sala do meu apartamento, há um troféu de direitos humanos que ganhei por trazer à tona sua história. Olho para ele e enxergo a minha impotência. E os ossos saltados da sua pele. Com vinte quilos a menos, as suas roupas parecem frouxas demais – quanto você perdeu além do peso corpóreo? Imagino se a Procuradoria Geral do Estado (PGE), que negou o pedido da sua indenização, sabe das suas constantes internações decorrentes da baixa imunidade. Será que alguém abriu a porta da sua geladeira e descobriu que, muitas vezes, você passa um dia inteiro tendo se alimentado de um único ovo? Ou será que eles se restringem a documentos e números?

Não consigo deixar de pensar que você foi estuprado de novo. Pelas canetas reluzentes de quem toma essas decisões descabidas. Você levou sete anos para ressuscitar a sua determinação e cobrar os seus direitos. Em parte, motivado pelo apoio das 23 mil pessoas que aderiram a uma campanha virtual pela sua história. Toda semana recebo mensagens de gente querendo saber sua situação, se oferecendo para pagar uma cesta básica ou dar assistência jurídica. Recentemente, um professor criou um grupo que mobilizou mais de mil cidadãos para ajudá-lo até com despesas de medicamentos. Minha última pergunta (eu, que não tenho respostas) é: O que mais nós podemos fazer por você, já que o Estado não faz?

Que o meu abraço atravesse a geografia até Manaus.

Sinto muito, querido.

Nathalia Ziemkiewicz

Jovem patobranquense morre em acidente próximo a Campo Mourão


Foto dos arquivos pessoais

O jovem patobranquense Mikael Franceschetto Holowka, de apenas 24 anos, sofreu um acidente por volta das 19h30 desta segunda-feira, dia 20, no anel viário próximo a Campo Mourão, na BR 158, e acabou falecendo no local da colisão. Ele estava passando as férias na casa dos pais em Pato Branco e saiu de sua terra natal por volta das 14h30. Estava voltando para Maringá, onde cursava Engenharia Química na UEM (Universidade Estadual de Maringá). Ele chegou a fazer estágio em uma das unidades da usina de etanol e bioeletrecidade Santa Terezinha. Mikael tinha uma ligação muito forte com o esporte, pois era atleta da equipe Atlética de Engenharia da UEM na modalidade de basquete.

Segundo informações do jornal Tribuna do Interior, que ouviu uma testemunha do acidente, o jovem patobranquense, que conduzia um Ford Ka com placas de Pato Branco, tentou uma ultrapassagem e acabou colidindo de frente com um caminhão que vinha na pista contrária.

Conforme informou o caminhoneiro, o carro atingiu a lateral da carreta. O impacto foi tão forte que arrancou o pneu esquerdo do caminhão. Não havia outro veículo na pista na hora do acidente. O motorista da carreta saiu ileso da colisão. Várias bolsas pertencentes ao rapaz foram encontradas no interior do automóvel. Duas equipes do corpo de bombeiros e uma da concessionária Viapar foram acionadas para socorrer Holowka que ficou preso às ferragens. Foi necessário o uso de equipamentos hidráulicos para retirar o corpo do rapaz que morreu na hora. Trabalhadores da Viapar ajudaram na remoção dos destroços da pista. Pedaços do automóvel ficaram espalhados pela rodovia.